Na sentença do primeiro julgamento nos EUA a respeito do denominado “download ilegal” na internet, Jammie Thomas, norte-americana e mãe (solteira) de dois filhos, terá que pagar a pesada multa de US$ 222 mil a várias empresas do ramo fonográfico (Arista Records LLC, Sony BMG, Warner Bros. Records, Interscope Records, UMG Recordings e Capitol Records) por haver realizado downloads de MP3 qualificados como ilegais pela corte de Minesotta.
Segundo a decisão da corte, ela terá que pagar US$ 9,25 mil por cada um dos 24 arquivos que compartilho ilegalmente fazendo uso do Kazaa. A acusada sempre negou estas acusações, afirmando que nunca usou uma rede de troca de arquivos (mais conhecidas como P2P).
A RIAA (Associação Americana da Indústria fonográfica), que mantém mais de 25.000 processos abertos contra usuários de P2P, parece satisfeita por ter obtido a sua primeira vitória num tribunal nos EUA.
Ao inves de mudar o modelo de negócio vigente por outro mais criativo e aberto (veja o post Halo3 bate todos os recordes e…) as multinacionais do setor estão partindo para a briga com as pessoas físicas numa luta totalmente desigual.
Tenho a sensação de que este erro de percepção das empresas envolvidas vai ter conseqüências nada agradáveis para elas em termos mercadológicos (o mercado terá a última palavra nesta questão e se não o tempo). Porque no final das contas como é que o consumidor vai se sentir diante de estas atitudes das empresas… perseguido, vigilado e monitorado (ergo usuários do vista).
Ummmm, se abrissem processos como este no Brasil a todos os usuários de P2P, nem o PIB do pais pagava a multa da RIAA
Claro que aqui o problema não é o P2P e sim M2M (money to mensalão).